Som Brasuca
 

 






















23/05/2007 00:03

Entrevista com a banda Meia Hora Depois.

Por Bárbara Santana



Na ativa desde 1997, quando se reuniram para participar de um festival de bandas de um colégio com o nome de Rock Brasil, a banda Meia Hora Depois busca o seu lugar ao sol.
Depois de algumas mudanças na formação, se consolidaram com quatro integrantes em dezembro de 2006. São eles: Denis Venosa, Carlos Martinelli, Pitão e Fê Sztok.
Com o lançamento de seu primeiro álbum, Cenas, a Meia Hora Depois espera de forma madura, enfim decolar no cenário musical nacional. Nessa entrevista eles falam um pouco mais da banda, criticam o sistema de rádio no Brasil, e contam algumas curiosidades, como um show que fizeram em um Motel. Confira!

Som Brasuca: A banda é formada por quatro integrantes, existe uma banda de apoio nos shows?
Meia Hora Depois: Não, houve alguns poucos shows, que contamos com músicos convidados, mas na grande maioria dos shows somente os quatro integrantes dão conta do recado.

SB: Tdos dizem que começaram a tocar muito cedo (6, 8 e 12 anos) . Tiveram influência dos pais ou de quem?
MHD: O Denis Venosa (baterista), teve como influência seu irmão, Sílvio Luís, grande pianista e seus pais sempre o incentivaram a fazer aula de algum instrumento.
O Carlos Martinelli, sempre gostou de ver os músicos tocando piano na TV e ao vivo, e quem apresentou a sua primeira professora de piano foi sua tia.
O Pitão teve influência de seu pai baterista.
O Fê Sztok foi uma coisa genética, escutavam o som do Lulu Santos e da Rita Lee e se acalmavam, e sua mãe percebendo isso, o colocou para fazer aula de música.

SB: Vocês foram citados por Nelson Mota e Lulu Santos a pouco tempo. Como foi isso pra vocês?
MHD: Além do Nelson Mota e do Lulu Santos serem grandes nomes no cenário da música brasileira, eles são grandes ídolos e fontes da Meia Hora Depois. Então dizer que foi emocionante e inexplicável, parece pequeno perto do sentimento que nos envolveu.
Nos serviu como grande motivação para continuarmos evoluindo no meio da música e como confirmação de que estamos no caminho certo.


SB: Em seus perfis, todos vocês definiram a banda como um projeto de vida. A distribuição do CD Cenas é bastante ampla por todo o Brasil e contou com mídia inclusive em outdoor. Vocês entendem que esta é a hora de decolar? Como surgiu a idéia de divulgar uma banda nova em outdoor?
MHD: A Meia Hora Depois já tem mais de 9 anos, e a experiência adquirida na noite, em estúdio e no dia-a-dia nos tornou maduros pessoal e musicalmente a ponto de acreditarmos no nosso trabalho e de querer compartilhá-lo com o maior número de pessoas possíveis.
E a idéia de utilizar o outdoor como veículo de divulgação veio com a entrada do nosso novo empresário, Nenê, que na fase final de outdoor de em São Paulo, conseguiu apoios de algumas empresas do ramo e do Fly Sushi e também a grande experiência com publicidade e marketing.

SB: A foto da capa do CD foi tirada num metrô. Rolou algum tumulto, alguma história engraçada?
MHD: No metrô poucas pessoas perceberam, pois tudo foi muito natural (que era nossa intenção, tanto que não sabíamos o momento que estávamos sendo fotografados), entramos como pessoas normais e o fotografo ficava escondido e tirando fotos. Também tiramos fotos no CEAGESP, e lá houve uma interação legal com os funcionários, que mais ousados, chegaram para conversar e fazer uma bagunça, até fizemos um som totalmente no improviso. Foi uma experiência muito legal.

SB: Vocês tocaram recentemente num Motel. Como foi essa experiência?
MHD: Surpreendente, não tínhamos noção do que iria acontecer e realmente foi tudo maravilhoso, foi a primeira festa organizada pela banda, envolvida pelo conceito “o que vai acontecer com você Meia Hora Depois” e foi um sucesso, além da banda, criamos alguns outros atrativos, como atores fazendo papel de Mago, Pai de santo e vidente, e o retorno foi muito bom. Recebemos vários elogios das pessoas, além de criarmos uma demanda para um novo show no motel, uma idéia original e bem sucedida do nosso empresário Nenê.



Foto: Marcio Takahashi

SB: Vocês disponibilizam suas músicas no site, em mp3. Não temem que isso iniba o público a comprar o CD?
MHD: Não, em primeiro lugar o que queremos é que nossa música seja bastante difundida. Hoje em dia o habito de comprar CD reduziu radicalmente, as pessoas consomem música digital, para os consumidores de CD as músicas MP3 servem como uma boa amostra para que a pessoa compra o CD. Hoje em dia o cd serve como mais um item de divulgação do que como fonte de renda, mas o tratamos como um álbum, nos preocupamos com o encarte, conceito e com a qualidade em todos os detalhes, você não vai se arrepender de comprar o seu.

SB: No repertório cover da banda consta apenas músicas nacionais. Vocês se reuniram pela primeira vez para tocar num festival onde eram a única banda a tocar rock nacional. Vocês não gostam de música internacional ou são verdadeiramente apaixonados pela nacional a ponto de ignorar os gringos? Qual o maior tipo de influência musical que a banda recebeu?
MHD: Não, adoramos sons internacionais e temos influência deles também, mas decidimos tocar só músicas brasileiras nossa decisão afim de valorizar a riqueza musical que temos em nosso país e fortalecer um conceito para a nossa banda, somos apaixonados pela música brasileira e entre as nossas maiores influências estão mestres como Djavan, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Jorge Ben Jor, Lenine, entre outros. O tecladista Carlos Martinelli por exemplo, tem como sua principal escola o rock setentista e como banda predileta Deep Purple.

SB: Vocês temem que a pirataria lhes atrapalhe de alguma maneira?
MHD: Não tememos, primeiro por se tratar de uma banda independete que não tem grandes vendagens e hoje a “pirataria” esta no computador de cada pessoa. Um fato curioso que aconteceu com a banda, foi que o CD Cenas foi piratiado antes mesmo de chegar até nós, já esta a venda em alguns camelôs da cidade de São Paulo. Apesar de assustador, foi um orgulho estarmos entre artistas de grande vendagem.

SB: Já tiveram problemas com rádios? A cobrança do famoso jabá, por exemplo. O que acham disso, são contra ou acham normal?
MHD: Sim, este é o maior problema da difusão da música popular brasileira, existe uma ditadura econômica que inviabiliza que novos talentos mostrem os seus trabalhos para o público de uma forma democrática. As rádios, concessões do governo, querem ganhar dinheiro de todas as formas e não tem nenhuma preocupação com a cultura do nosso país, ao invés de fazerem boas programações e ganharem dinheiro com anúncios publicitários apenas, querem ganhar para divulgar artistas, a culpa disso tudo foi o como o mercado fonográfico se desenvolveu, tornando a relação entre gravadoras e veículos de comunicação fundamentadas em cifrões. Somos contra o “jabá” e assim como todo o movimento independente exigimos um espaço para música de qualidade.

SB: Qual a música de trabalho do CD?
MHD: Numa Amizade.

SB: Estão feliz com a repercussão do CD?
MHD: Estamos felizes, mas acreditamos que este álbum tem potencial para entrar na trilha sonora de muitas pessoas ainda.

SB: Das 13 músicas do CD, 12 são de vocês e destas 11 tem a participação do Fernando. Você já teve alguma música gravada por alguma outra banda. Caso não, existe o sonho de ver sua música gravada por alguém? Quem?
MHD: Não, mas seria muito legal que Caetano Veloso, Gilberto Gil e Los Hermanos gravasse uma música.

SB: Tem algum show em especial que ficou marcado na vida de vocês? Qual e porque?
MHD: Existem 3 marcos muito importantes na nossa carreira, os shows de pré-lançamento do CD Cenas no Supremo Musical que era um reduto de grandes nomes da MPB, os shows de lançamento no Na Mata Café e o show no Motel Harmony que marcou o encontro com a nova fase da banda expondo de maneira mais clara nossa identidade.



Para saber mais sobre a banda acesse:
www.meiahoradepois.com.br
enviada por Som Brasuca



22/05/2007 12:15

Entrevista com instrumentista e violeiro Donizete Juvino.

Por: Emerson Lima


Donizete começou a ser influenciado na música aos nove anos, quando passou a acompanhar uma dupla que tocava pandeiro e sanfona.
Pai de família dedicado, casado há 22 anos e pai de duas meninas, vê na música seu maior prazer. Compositor e percussionista já fez diversas parcerias com violeiros e repentistas como: Caju e Castanha, Jackson Antunes, Téo Azevedo e Jedeão da viola, além de diversos trabalhos como locutor de rádio, apresentador de festas folclóricas e divulgador de eventos.



Acompanhe a entrevista:

SB: Quando começou na música?
DJ: Com uns nove anos de idade, na cidade onde morava.

SB: Quais instrumentos toca?
DJ: Percussão: Timba, pandeiro, zabumba, caixa e surdo.
Cordas: Cavaquinho, bandolim, viola, violão e rabeca, também toco teclado.

SB: Onde costuma se apresentar e quais as parcerias?
DJ: Atualmente toco com um amigo, um médico que é violeiro, e faço parcerias com outros como: Téo Azevedo, Caju e Castanha e faço apresentações em casas como Estância Alto da Serra.

SB: O que acha da música brasileira?
DJ: Acho que a mídia esta dominada pelo jabá. Só quem tem dinheiro faz sucesso.

SB: Você se sente realizado fazendo música? E sua família, o que pensa disso?
DJ: Sim, mas os jabás atrapalham muito na parte financeira; tenho total apoio da família, minhas filhas participam de um grupo de dança, a influência da música chegou até elas.




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11/05/2007 12:44

Professor e aluno formam banda em colégio da zona sul.

Por Willian Siqueira

Nesta semana o blog Som Brasuca entrevistou a banda de
rock alternativo My Dogz.
Os integrantes da banda não têm pretensão de se tornarem famosos, pois tocam por pura diversão.
A banda surgiu em agosto de 2004 e é composta por quatro integrantes: Thiago, 28, baxista; Leandro, 27, guitarrista; Edie, 22, vocalista e guitarrista; e Wellington, 20, baterista.





Acompanhe a seguir a entrevista concedida ao Som Brazuca pela banda.

Som Brasuca: Como surgiu a banda ?
My Dogz: No início a banda tinha outra formação com quatro integrantes, mas um era o "quebra-galho".
O Leandro (líder da banda) dava aula de Psicologia na escola Brasilio Machado e, por intermédio de uma redação proposta por ele aos seus alunos, descobriu que o Wellington - que era um dos alunos - tocava bateria. Daí, então, chamou-o para um teste na
banda. E ele passou no teste.
Certo tempo depois, o vocalista saiu da banda por motivos pessoais. Colocamos um anúncio na internet e, após três meses, Edie, o atual vocalista, entrou na banda. Já estamos há dois anos juntos.

SB: Por que o nome My Dogz?
MD: O nome da banda surgiu em um dos nossos encontros semanais na lanchonete Black Dog. Gostamos do nome da lanchonete e resolvemos colocar a palavra dog, com z, no final, como nosso nome artístico.
Vale lembrar que na primeira formação a banda tinha outro nome (Namaha), dado pelo antigo vocalista; com a saída dele houve a mudança.

SB: Qual é o estilo da banda?
MD: Rock alternativo internacional baseado nos anos 80.

SB: Vocês também tocam músicas em português?
MD: Sim, Titãs, Paralamas, Ultraje a Rigor etc.

SB: Costumam fazer muitos shows?
MD: Em janeiro de 2007 gravamos a primeira "demo" cd piloto ou de demonstração - com 4 faixas. É uma produção independente.
Já tocamos em casas consagradas como Madame Satã e Café Aurora, ambas no bairro Bexiga; também tocamos em festas e casamentos.


Comunidade do orkut e telefone para contato: 9907-3536
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22954870

enviada por Som Brasuca



04/05/2007 23:34

Virada Cultural: São Paulo 24 hs. de agito

Neste fim de semana de 5 a 6 de Maio, acontece em São Paulo a virada cultural, evento que terá a duração de 24 hs. de shows, espetáculos e peças sem intervenções, com mais de 350 atrações distribuídas por diversos cantos da cidade.
O Evento ocorrerá do centro à periferia, por este motivo batizado também como “Quebrada Cultural”.
Alem dos cinco palcos que serão montados no centro, outros quatro serão em Guaianazes na Zona Leste, Pedreira na Zona Sul, Jaraguá na Zona Oeste e no Parque da Juventude na zona Norte. As 26 unidades do CEU's também estarão no roteiro cultural deste fim de semana.
Apresentações:

Na Praça da Sé-A festa tem inicio às 18h com o show do cantor Alceu Valença seguido pelo cantor Andrew Tosh as (21h) com a Nação Zumbi as (12h) e Racionais MCs as 3(h) o encerramento fica com a cantora Zélia Duncan às 18h do Domingo.

No teatro Municipal - O cantor João Bosco se apresenta ás (12h) do sábado e no Domingo o cantor Paulo Moura ás 18(h). Para estes shows e necessário retirar ingressos.

No Calçadão da XV de Novembro com a Rua da Quitanda - Os donos das festas serão os Djs, ás (18) com o dj Carlos D Justo e se estende até o domingo com o DJ Mau ás 12(h) do domingo.

Na Praça de Eventos de Guaianazes na Zona Leste - No sábado se apresentam os cantores René Sobral ás (21) e o grupo Redenção as (23). No domingo a cantora Leci Brandão as (3h) e o cantor Arlindo Cruz as (13h).
Mais informações no site:
www.viradacultural.com.br

Por: Emerson Lima



enviada por Som Brasuca



27/04/2007 15:28

1º de Maio em São Paulo: Veja os shows gratuitos pela cidade

Zona Sul.
Os músicos Zeca Pagodinho, Chico César e Leci Brandão, Zé Geraldo, Exaltasamba, César Menotti e Fabiano, Edu Ribeiro, Jeito Moleque, Guilherme e Santiago, Harmonia do Samba, Grupo Revelação, Caio Mesquita e Rick Vallen.
Local: Parque da Independência
Rua: dos patriotas com av. Nazaré
Data:1º de Maio,terça feira das 12h as 20hs

Zona Oeste.
Sandy e Junior, Leci Brandão, Felipe Dylon, César e Paulinho, Vavá e Harmonia de Samba serão atrações da festança em homenagem ao trabalhador,
Local: Parque do Planalto, Carapicuíba.
Data: 1º de Maio, terça feira das 7h às 18hs.

Zona Norte.
Com os shows Zezé di Camargo e Luciano, César Menotti e Fabiano, Daniel, Edson e Hudson, Exaltasamba, Fábio Jr., Gian e Giovani, Guilherme e Santiago, Revelação, Rick e Renner, Rio negro e Solimões, Mastruz com Leite e Matogrosso e Mathias.
No dia serão distribuídas 20 mil mudas de árvores nativas. A Força Sindical irá sortear ainda 10 carros.
Local: praça campo de bagatelli
Data: 1º de Maio, terça feira das 7h às 18hs.

Zona Leste.
Policia nega fazer segurança e 1º de maio e suspenso na zona leste.
A Polícia Militar se recusou a apoiar a festa do 1º de Maio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o evento no Parque da Independência foi suspenso, segundo a central, que tenta, ainda, remarcar a festa para a Avenida Paulista.

Por:Emerson Lima



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27/04/2007 14:46

Show da cantora Helena Elis no Fnac.

Por: Bárbara Santana e Emerson Lima.

No dia 13/04/2007 os integrantes do Som Brasuca foram até a Fnac do Morumbi assistir o show da cantora, Helena Elis.
Paulista, a cantora que herdou gosto pela musica dos pais,começou sua carreia aos 18 anos participando de todos os festivais que tinha conhecimento. Em 2003, com o lançamento do CD "lugares proibidos" foi convidada por um grupo de portugueses para se apresentar neste país.
No final do ano de 2005, fez o relançamento do CD “lugares proibidos". Em junho de 2006, realizou o lançamento de seu CD “Alma Feminina - Sedução”, no Recanto dos Cantadores, no bairro do Bexiga, com o apoio das lojas Marabraz e da Prefeitura de São Paulo.


Em uma bate papo descontraído fizemos algumas perguntas a cantora:

Som Brasuca: O que te fez escolher a MPB?
Helena Elis: Na verdade não escolhi a MPB, comecei a cantar logo depois da separação pra poder me manter, nunca quis ser cantora somente compositora, mas por necessidade comecei a me apresentar em bares de SP.


SB: Qual o(a) cantor(a) que inspirou a sua carreira?
HE:Sempre me inspiro em muita gente, mas a inspiração mais forte foi de Verônica Sabino.


SB: Quais seus próximos projetos?
HE: Estamos trabalhando na divulgação de CD Alma Feminina e em setembro de 2007 sairá meu primeiro DVD.


Próximo Show:
Data: SÁBADO- 28 de ABRIL
Horário: 21:50
Local: LUA NOVA- Bar Cultural- Reservas: 11-3253-1609




enviada por Som Brasuca






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